sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tese e contribuições ao VI ConEUFF

Olá galera! :)

Já está disponível para download nossa tese geral (que ainda falta ser diagramada) e as contribuições que o pessoal que faz parte do coletivo fez.

Os links estão abaixo e na barrinha da lateral direita aqui do blog!

II Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta reforça bandeiras de classe e contra o machismo

O II Encontro do Movimento Mulheres em Luta começou por volta das 10h da manhã desta quinta-feira. O auditório do Sindicato dos Petroleiros de Santos foi pequeno para a presença de centenas de ativistas vindos de várias regiões do país. Os mais de 900 lugares do auditório estavam totalmente ocupados pelas ativistas. Muitos estavam sentadas no chão.

Na abertura dos trabalhos, várias delegações fizeram uma saudação inicial ao Encontro. Claudia Durans, pré-candidata a vice-presidente pelo PSTU, falou em nome do partido. Muito aplaudida, Claudia falou sobre o novo momento da crise mundial, e de como as mulheres trabalhadoras serão as principais vítimas da sanha dos capitalistas. “Serão as mulheres trabalhadoras que vão pagar a conta dessa crise” disse. A pré-candidata foi bastante aplaudida quando saudou a lutas das mulheres do Haiti.

Em seguida, foi aberta a mesa de conjuntura. Vera, do Movimento Mulheres em Luta do Sergipe, fez uma longa explicação sobre a crise economica e de como os governos e capitalistas irão cobrar a fatura dos setores mais explorados da classe trabalhadora. Ela ressaltou que as mulheres são destinadas aos trabalhos mais precários e mal remunerados.

Em seguida, Ana Rosa Minutti, lembrou de casos recentes de machismo. Citou como exemplo a mercantilização do corpo da mulher para se vender cerveja, e a estúpida declaração do jogador da seleção, Felipe Melo. No início da semana, o jogador disse que a bola da Copa é como uma “patricinha”, que não gosta de apanhar. Estes exemplos são uma clara demonstração de como o machismo está avançando sobre a sociedade.

Ana Rosa também destacou a importancia do Encontro fortalecer a luta pelo direito a maternidade e pela ampliação de creches para as mulheres trabalhadores. Por fim, defendeu a luta pela legalização do aborto.“Quem são as mulheres que morrem com o aborto ilegal? São as tarbalhadoras e não as mulheres da burguesia. O aborto já é legal pra quem tem dinheiro”, completou.

Janaína Rodrigues terminou a apresentação lembrando a importância da criação da Conlutas como uma ferramenta de lutas contra a opressão. “Aqui estão as mulheres aguerridas que lutam contra a opressão. Não somos aquelas que acham que o nosso lugar é no fogão ou cama. Vamos lutar nas ruas contra o machismo. Queremos reafirmar o movimento como de oposição de esquerda ao governo. Um movimento classista”, disse Janaína.

Ao longo da tarde foram realizados grupos de discussão sobre as propostas apresentadas ao Encontro. A plenária de encerramento, ao final da tarde, com todas as mulheres saindo mais fortalecidas para levar suas lutas no cotidiano.

(Com informações de Jeferson Choma, direto de Santos - SP)

Fonte: http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=5089

terça-feira, 1 de junho de 2010

Gover Lula corta R$1,2 bilhão da educação

Governo corta R$ 1,2 bi da Educação

Redução faz parte do corte de gastos que deve chegar a R$ 10 bi anunciando no mês passado pelo governo

Renata Veríssimo e Edna Simão, de O Estado de S. Paulo



Brasília - O governo definiu na segunda-feira, 31, os ministérios e os órgãos da União que terão uma nova redução de orçamento este ano, como parte do corte de gastos anunciando recentemente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O Ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010.

Com esse corte adicional, o orçamento da Educação perdeu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional. No total, o Executivo está reduzindo despesas no valor de R$ 7,5 bilhões, com a justificativa de tentar conter o consumo do governo e, por consequência, o crescimento da economia e da inflação.

Outra razão para o corte, não declarada pelo governo, é se adequar às obrigações legais. Já que o governo está prevendo uma queda na arrecadação federal em relação a 2009, é obrigado pela lei a cortar seus gastos – embora os analistas privados digam que o País vai crescer mais do que os 5,5% previstos por Brasília e, portanto, a arrecadação também deverá subir.

A área econômica anunciou no mês passado uma redução de R$ 10 bilhões nas despesas do governo, como mais uma arma no combate à inflação. O corte foi anunciado como uma medida para evitar uma escalada mais forte da taxa de juros básica (Selic) pelo Banco Central, responsável por manter a inflação dentro da meta de 4,5%.

O Legislativo e o Judiciário terão uma redução nas despesas de R$ 125 milhões. Para alcançar o valor anunciado de R$ 10 bilhões, o governo revisou as estimativas de gastos obrigatórios (principalmente com pessoal e subsídios) reduzindo-as em cerca de R$ 2,4 bilhões. Este ano, foi a primeira vez que o governo teve que fazer um corte adicional além do contingenciamento que é realizado todo início de ano, após a aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso. O corte total em 2010 já soma R$ 28,95 bilhões.

Além da Educação, os maiores cortes ocorreram no Ministério do Planejamento (R$1,24 bilhão), nos Transportes (R$ 906,4 milhões) e na Fazenda (R$ 757,7 milhões). O Ministério da Saúde perderá R$ 344 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Social – responsável por programas sociais como o Bolsa-Família –, terá que reduzir as despesas em R$ 205,3 milhões.

Por outro lado, dez ministérios tiveram parte do orçamento recomposto em relação à previsão de março. Os ministérios beneficiados foram Agricultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Justiça; Previdência Social; Trabalho; Desenvolvimento Agrário; Esporte; Defesa; Integração Nacional e Turismo.

Segundo o decreto publicado na segunda no Diário Oficial da União, os únicos órgãos que não tiveram alteração na previsão de orçamento em relação à última estimativa divulgada em março foram o ministério das Relações Exteriores e a vice-presidência da República. O governo também fixou R$ 1,5 bilhão como reserva. Esses recursos podem ser distribuídos, à medida que seja preciso, aos ministérios.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,governo-corta-r-12-bi-da-educacao,20804,0.htm